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Prefeitura de Campinas rejeita oferta da Sancetur por…

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A Prefeitura de Campinas decidiu não aceitar a proposta da Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda. para operar o transporte coletivo da cidade com até 320 ônibus em caráter emergencial. A administração municipal informou que o sistema continuará sendo atendido pelas empresas atuais, por meio de contratos transitórios, enquanto uma nova licitação é conduzida.

A Sancetur, que havia vencido o Lote Sul da licitação posteriormente anulada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), ofereceu veículos fabricados entre 2024 e 2026, além de toda a estrutura operacional necessária. A oferta foi formalizada em ofício enviado ao prefeito Dário Saadi em 19 de agosto de 2026, mesma data em que o TCE determinou a anulação da concorrência.

A empresa argumentou que possuía os veículos disponíveis para mobilização imediata, sem a necessidade de aguardar novas encomendas. Além da frota, a Sancetur afirmou que poderia disponibilizar estrutura operacional, trabalhadores, manutenção, tecnologia de bilhetagem e monitoramento.

Manutenção dos contratos atuais

Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes de Campinas informou que a operação segue com os contratos existentes, mantidos de forma transitória até a conclusão da nova licitação. A pasta destacou que a operação é fiscalizada permanentemente e que medidas contratuais e legais são aplicadas em caso de inadequações no serviço.

A Câmara Municipal de Campinas já havia aprovado em abril de 2026 a possibilidade de extensão dos contratos atuais por dois anos, visando garantir a continuidade do serviço durante a transição para a futura concessão.

Problemas na frota e fiscalização

A decisão da prefeitura de não avançar com a proposta da Sancetur ocorre em um cenário de problemas de operação e envelhecimento da frota, reconhecidos pela própria administração municipal. Dados oficiais da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) indicam um alto número de autuações por descumprimento de viagens programadas, falta de ônibus e atrasos.

Em 2025, a Emdec aplicou 39,3 mil autuações aos operadores, sendo 32,8 mil relacionadas ao descumprimento de viagens. Em junho de 2026, foram registradas mais de 25 mil autuações, com aproximadamente 22 mil delas ligadas a viagens não realizadas devido a quebras ou falta de ônibus. No primeiro semestre de 2026, a Sancetur citou 24,1 mil ocorrências de quebras e faltas de ônibus, um aumento de 13% em relação ao mesmo período de 2025.

A Emdec informou que 267 ônibus novos ou seminovos foram incorporados ao sistema entre 2021 e 2025, com 110 apenas em 2025, mas relacionou parte dos problemas operacionais ao envelhecimento da frota.

Anulação da licitação anterior

A Sancetur havia sido considerada vencedora do Lote Sul da nova concessão, apresentando uma tarifa de remuneração de R$ 9,54 por passageiro no leilão realizado em 5 de março de 2026. No entanto, em 19 de agosto, o TCE determinou a anulação da licitação, apontando falhas técnicas e administrativas na condução do processo, especialmente na modelagem econômica e nas alterações durante a concorrência.

A decisão do TCE não estabeleceu que a Sancetur tenha vencido o Lote Sul por fraude ou condenou a empresa por irregularidade. A anulação retirou a validade do resultado que colocava a Sancetur no Lote Sul e o Consórcio Grande Campinas no Lote Norte, obrigando o município a reorganizar o processo para a escolha das empresas que operarão o sistema pelos próximos 15 anos.

Com a posição atual da prefeitura, a hipótese de uma operação emergencial com a Sancetur não avançará. Os atuais operadores continuarão responsáveis pelo transporte coletivo, sujeitos à fiscalização e às penalidades contratuais, enquanto Campinas trabalha para concluir um novo processo licitatório.

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Campinas intensifica fiscalização contra rachas após mortes

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A Prefeitura de Campinas anunciou nesta quarta-feira (21) a intensificação da fiscalização contra rachas, manobras perigosas e excesso de velocidade em ruas e avenidas da cidade. A medida foi divulgada dois dias após um grave acidente na Avenida José de Sousa Campos, conhecida como Norte-Sul, que resultou na morte de três jovens. A Polícia Civil investiga a suspeita de que o veículo das vítimas estaria envolvido em uma disputa automobilística.

Detalhes da Operação Presença

A ação, batizada de “Operação Presença”, será realizada em conjunto pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) e pela Guarda Municipal. O plano prevê o monitoramento permanente de vias onde já foram identificadas corridas ilegais e outras situações de direção perigosa.

Entre as frentes da operação, estão previstas abordagens a motoristas flagrados em condutas de risco, operações específicas com bafômetro e ações de inteligência para identificar encontros organizados para a realização de manobras perigosas. A Emdec e a Guarda Municipal também poderão atuar em conjunto com a Secretaria de Urbanismo em pontos estratégicos. A administração municipal, no entanto, não informou a data de início da intensificação das ações nem divulgou a lista completa dos locais que serão fiscalizados.

O Acidente na Norte-Sul

O acidente que motivou o anúncio da Prefeitura ocorreu por volta das 2h da madrugada de segunda-feira (19), no cruzamento da Avenida José de Sousa Campos com a Rua Mogi Guaçu, próximo à Avenida Orozimbo Maia. As vítimas, todas de 23 anos, foram identificadas como Lucas Jacuneli, Caio Tauã Amorim da Silva e Muryllo Henrique Costa de Oliveira.

Lucas e Caio morreram no local do acidente. Muryllo

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Carro a 180 km/h em acidente fatal com três jovens em…

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Três jovens morreram em um grave acidente de trânsito na noite do último domingo (18), em Campinas, após o carro em que estavam colidir com um ônibus. Uma estimativa feita por um físico da Unicamp aponta que o veículo, um Fiat Fastback, estaria a 180 km/h antes da batida, em uma via cujo limite de velocidade é de 60 km/h. O incidente ocorreu no cruzamento da Avenida José de Souza Campos com a Rua Mogi Guaçu.

As vítimas foram identificadas como Lucas Jacuneli, Caio Tauã Amorim da Silva e Muryllo Henrique Costa de Oliveira, todos de 23 anos. Lucas e Caio faleceram no local do acidente. Muryllo foi socorrido pelo SAMU e encaminhado ao Hospital Mário Gatti, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na segunda-feira (19). O Fiat Fastback atingiu a lateral de um ônibus da linha 260.

Estimativa de velocidade e análise física

A estimativa de velocidade foi realizada pelo professor Leandro Tessler, do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Utilizando um programa de computador que calcula velocidades a partir de imagens de câmeras de segurança, Tessler chegou ao valor de 180 km/h, com uma margem de incerteza de 20 km/h. O físico ressalta que essa análise não substitui o laudo pericial oficial da Polícia Civil, que está investigando o caso.

De acordo com Tessler, a combinação da alta velocidade com o peso do carro e dos passageiros gera uma quantidade massiva de energia que precisa ser dissipada instantaneamente no momento da colisão, resultando na deformação severa do veículo. Ele explicou que a redução da velocidade de 180 km/h para zero em menos de um segundo torna a sobrevivência humana inviável. O ônibus envolvido, que

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BRT Campinas: obras avançam no Centro com novos prazos

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As obras de implantação do pavimento de concreto no corredor central do BRT em Campinas seguem em andamento, com previsão de conclusão de etapas importantes nas avenidas Moraes Salles e Orosimbo Maia até o fim deste ano. Segundo a Prefeitura, os trabalhos na Moraes Salles devem ser finalizados até novembro, enquanto o trecho da Orosimbo Maia tem previsão de término em dezembro. As intervenções, que fazem parte da substituição do asfalto por pavimento rígido, continuarão a impactar o trânsito na região central.

Atualmente, as frentes de trabalho estão concentradas na Avenida Moraes Salles, nas proximidades do cruzamento com a Rua Irmã Serafina, e na Avenida Orosimbo Maia, na altura da Maternidade de Campinas. Na Rua Irmã Serafina, cerca de 200 metros de pavimento de concreto já foram concluídos. Somados, os trechos executados nas três vias representam aproximadamente 1,3 quilômetro de pavimentação.

O investimento específico na pavimentação é de R$ 16,1 milhões, com recursos provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal. Este valor integra um pacote maior de obras para o corredor central do BRT de Campinas, que totaliza um investimento federal de R$ 54,7 milhões.

Cronograma e Abrangência do Projeto

Apesar da conclusão das etapas atuais nas avenidas Moraes Salles e Orosimbo Maia estar prevista para este ano, a obra completa do corredor central do BRT deve se estender por mais cerca de 12 meses, com término previsto para o segundo semestre de 2027. As intervenções tiveram início em junho de 2026, após a assinatura da ordem de serviço em 27 de maio, com um prazo inicial de execução de 17 meses. A Prefeitura informou que o cronograma está sendo cumprido.

O projeto de substituição do asfalto por concreto abrange 4,1 quilômetros do corredor central e inclui, além das avenidas Moraes Salles e Orosimbo Maia, trechos nas avenidas Anchieta e Senador Saraiva, bem como no Terminal Central.

O secretário municipal de Infraestrutura, Carlos José Barreiro, destacou a importância da escolha do pavimento rígido. “A obra está dentro do tempo planejado e sendo executada com a qualidade prevista. É uma obra fundamental, porque este tipo de piso é muito mais resistente e duradouro, suporta mais o peso do tráfego de veículos BRT sem desgastar ou deformar”, afirmou Barreiro.

Outras Etapas e Próximos Passos

Além da pavimentação, o pacote de obras do corredor central do BRT contempla a construção de quatro estações de transferência: Estação Expedicionários, Estação Campos Sales, Estação Mercadão e Estação Rodoviária. O projeto também prevê a adequação do Terminal Central para receber o sistema BRT. A contratação dos projetos executivos das quatro estações já foi homologada, mas um prazo específico para a conclusão dessas estruturas ainda não foi divulgado.

A execução dos serviços é de responsabilidade da empresa Compec Galasso, sob a gestão da Secretaria Municipal de Infraestrutura. Novas frentes de trabalho estão previstas nas avenidas Moraes Salles e Orosimbo Maia, o que poderá provocar futuras mudanças na circulação de veículos. No entanto, a Prefeitura ainda não detalhou as

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