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90% das empresas da RMC não se adaptaram à Reforma

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Uma pesquisa inédita revela que nove em cada dez empresas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) ainda não concluíram sua adaptação ao novo sistema gerado pela Reforma Tributária. O levantamento, realizado pelo Sescon Campinas – Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas da RMC – entre julho e agosto deste ano, ouviu 113 empresas associadas.

Os dados mostram que a maioria das empresas está em processo de compreensão ou adaptação inicial. Cerca de 60,2% das consultadas ainda estão estudando os impactos da reforma, enquanto 8,8% sequer iniciaram o processo de adequação. Apenas 3,5% das empresas afirmam estar totalmente adaptadas ao novo modelo. Outras 24,8% estão com a implantação em andamento e 2,7% concluíram o planejamento.

Desafios e Preocupações

O cenário é particularmente preocupante devido ao perfil das empresas participantes: 87,6% delas possuem até 50 colaboradores. Negócios com estruturas menores, em geral, enfrentam mais dificuldades para acompanhar as mudanças, revisar processos internos, capacitar equipes e promover as adequações necessárias nos sistemas.

Claudia Di Fonzo, presidente do Sescon Campinas, alerta para os riscos da falta de preparo. “Uma empresa que ainda não avaliou os impactos da reforma pode descobrir tarde demais que precisa rever preços, contratos, margens e até sua relação com fornecedores. Não é uma mudança restrita ao departamento fiscal. Ela pode afetar diretamente o custo da operação e a competitividade do negócio”, afirma.

A falta de clareza sobre as novas regras é apontada como o principal obstáculo para a adaptação por 38,9% dos entrevistados. Outras dificuldades mencionadas incluem o despreparo dos clientes (21,2%), a necessidade de capacitação das equipes (17,7%) e a falta de tempo (15%).

A insegurança também se reflete na avaliação do próprio nível de preparo. Em uma escala de zero a dez, a nota média de confiança das empresas para operar sob o novo sistema foi de 5,74.

“Na prática, muitas empresas ainda não sabem calcular como a reforma poderá afetar o preço final de seus produtos ou serviços. Sem essa análise, existe o risco de manter um preço que reduza a margem de lucro ou de repassar custos de forma inadequada e perder competitividade. Por isso, essa preparação precisa começar antes que os efeitos financeiros apareçam”, explica Claudia Di Fonzo.

Percepções sobre Carga Tributária e Simplificação

A pesquisa também revelou a percepção dos empresários sobre o impacto da reforma na carga tributária. Para 82,3% dos participantes, o novo modelo deverá resultar em um aumento dos tributos. Em relação à expectativa de simplificação do sistema, as opiniões estão divididas: 51,3% acreditam que a reforma tornará a tributação mais simples, enquanto 48,7% não esperam essa melhoria.

O setor de Serviços é o que deverá sofrer os maiores impactos da Reforma Tributária, com 96 menções dos entrevistados. Indústria, Comércio varejista e Construção civil também foram citados entre os segmentos mais afetados.

“A preocupação com o setor de serviços está relacionada principalmente ao peso da mão de obra e à menor possibilidade de geração de créditos tributários em determinadas atividades. Cada empresa, no entanto, precisa fazer sua própria análise. Duas empresas do mesmo setor podem enfrentar efeitos diferentes, dependendo da estrutura de custos, do regime tributário e do perfil dos clientes”, pontua a presidente do Sescon Campinas.

O Papel do Contador e do Empresário

Para Claudia Di Fonzo, o contador terá um papel fundamental na transição, mas a participação do empresário é igualmente crucial. “O contador pode apresentar cenários e identificar riscos, mas a empresa precisa fornecer informações e compreender que as decisões não serão apenas tributárias. Poderá ser necessário rever contratos, investimentos, fornecedores e estratégias de precificação. Quanto antes esse trabalho começar, menor o risco de decisões apressadas”, res

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PAT Sumaré seleciona 200 para logística do Mercado Livre

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O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Sumaré, em uma iniciativa da Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego, Geração de Renda e Desenvolvimento Econômico, realiza nesta sexta-feira (23) um processo seletivo para preencher 200 vagas de auxiliar de logística. As oportunidades são destinadas a centros de distribuição do Mercado Livre localizados na região.

A seleção ocorrerá das 9h às 13h, no próprio PAT de Sumaré, que fica na Rua Justino França, 143, no Jardim São Carlos. A via é paralela à Avenida 7 de Setembro, na região central da cidade. Para participar, os candidatos devem comparecer ao local no horário indicado, munidos de documentos pessoais e currículo atualizado, tanto em formato impresso quanto digital.

Os processos seletivos periódicos, como esta parceria com o Mercado Livre, integram as ações da Prefeitura de Sumaré para intermediar mão de obra, divulgar vagas e aproximar trabalhadores das empresas. Além do atendimento diário da equipe do PAT, o município promove projetos como o “PAT nos Bairros” e os “Feirões do Emprego”. A administração municipal afirma que essas iniciativas visam facilitar o contato entre trabalhadores e empresas, ampliando as oportunidades de geração de renda na cidade.

Empregos formais em Sumaré e na RMC

Sumaré registrou um saldo positivo de 3.303 empregos formais entre janeiro e agosto deste ano. Esse número representa a diferença entre 29.576 admissões e 26.273 desligamentos de trabalhadores com carteira assinada no período, resultando em uma média de aproximadamente 413 novos empregos por mês. O saldo apurado foi 23% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Com esse desempenho, Sumaré alcançou a segunda posição entre os 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) em geração de empregos formais, ficando atrás apenas de Campinas e à frente de cidades como Indaiatuba e Hortolândia. No cenário estadual, o município ocupou o 14º lugar entre os 645 municípios de São Paulo.

No acumulado de 2026, os municípios da RMC somaram 461.45

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Ceasa Campinas reforça Outubro Rosa com ações de saúde…

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A Ceasa Campinas promoveu um evento especial no sábado, 17 de outubro, no Mercado de Flores, para reforçar seu apoio à campanha Outubro Rosa. A iniciativa, que atraiu mais de 4 mil visitantes, foi dedicada à saúde feminina, com diversas ações focadas na prevenção e conscientização sobre o câncer de mama.

Durante o período das 9h às 12h, o público presente teve acesso a um spa facial gratuito, oferecido por representantes da marca de cosméticos Mary Kay. A programação também incluiu música ao vivo, com a apresentação do saxofonista Eduardo Furtado, e a divulgação do trabalho do Grupo Rosa e Amor.

O Grupo Rosa e Amor é uma organização que atua no acolhimento e assistência a mulheres com câncer na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Fundado em 2000, na cidade de Valinhos, o grupo oferece acompanhamento multidisciplinar, que abrange serviços de psicologia, nutrição, fisioterapia e serviço social, além de fornecer apoio aos familiares e cuidadores das pacientes.

De acordo com Walquyria Majeveski, presidente da Ceasa Campinas, o principal objetivo da ação foi enfatizar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. A iniciativa buscou incentivar as mulheres a manterem os cuidados com a saúde de forma contínua, durante todo o ano, e não apenas no mês da campanha.

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Carro suspeito de racha que matou três jovens é…

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A Polícia Civil apreendeu, na tarde desta segunda-feira (19), o segundo veículo que teria envolvimento em um suposto racha que resultou na morte de três jovens de 23 anos. O acidente fatal ocorreu na madrugada do mesmo dia, na Avenida José de Sousa Campos, conhecida como Norte-Sul, em Campinas. O veículo, um Ford Focus, foi localizado após investigações conjuntas da Guarda Municipal e da Polícia Civil.

A suspeita inicial é que dois carros estariam disputando uma corrida irregular quando um deles, um Fiat Fastback, colidiu com um ônibus da linha 260. Dois ocupantes do Fiat morreram no local, e um terceiro chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti.

As vítimas do Fiat Fastback foram identificadas como Lucas Jacuneli, Caio Tauã Amorim da Silva e Muryllo Henrique Costa de Oliveira, todos com 23 anos. Lucas e Caio eram estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), que emitiu uma nota de pesar. O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano e Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas (Setcamp) informou que o tacógrafo do ônibus registrou 40 km/h no momento da batida, velocidade compatível com a via. Ninguém no coletivo ficou ferido.

Investigação e depoimentos

O delegado responsável pelo caso informou que o Ford Focus preto foi visto deixando a avenida no momento do acidente, o que levantou suspeitas. O veículo será periciado para verificar a participação em uma possível corrida irregular. Três jovens estavam no Focus; dois já prestaram depoimento e negaram o racha, enquanto o terceiro deverá ser ouvido nos próximos dias. Os celulares dos envolvidos também foram apreendidos para análise.

A investigação também apura se o afastamento do motorista do segundo veículo do local do acidente pode configurar omissão de socorro e se o carro possui modificações esportivas. Imagens de câmeras de segurança mostram o ônibus e, em seguida, dois carros em alta velocidade. O veículo preto aparece dando ré e saindo do local após a colisão.

Frequência de rachas na Norte-Sul

Moradores da região da Norte-Sul relatam que rachas são frequentes na avenida, especialmente às quintas, sextas-feiras e sábados à noite. Eles reivindicam a presença de bases móveis da Guarda Municipal ou da Polícia Militar nos períodos de maior movimentação. O veterinário Juliano Oliveira, residente local, afirmou à EPTV que os participantes das corridas ilegais costumam se encontrar em um posto de combustível próximo ao local do acidente.

Segundo a Guarda Municipal de Campinas, em 2024, foram registradas 268 ocorrências de direção perigosa em todo o município, sendo 38 classificadas como “racha”. Na Avenida José de Sousa Campos, foram duas ocorrências relacionadas à direção perigosa neste ano. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar foram contatadas sobre as denúncias, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.

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